Última semana para visitar a exposição individual O Jardim Sensível, de Lilian Maus, na Galeria Pop-up Aura (Iguatemi – Porto Alegre)

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A exposição “O Jardim Sensível”, aberta à visitação de 1 a 22 de maio de 2016, das 11h às 21h, na Galeria Pop-up Aura (Shopping Iguatemi, Porto Alegre) traz ao público os últimos trabalhos desenvolvidos por Lilian.

Suas séries migram entre os meios da pintura e do desenho, propondo diálogos híbridos que dão forma a paisagens visuais. Essas imagens orgânicas aludem ao universo natural. Alternando entre técnicas, os trabalhos da artista também transitam da figura à abstração, mas sempre nos apontam uma sugestão de realidade. Além de sua produção bidimensional, a mostra conta também com uma instalação no espaço, desdobramento de seu raciocínio plástico que propõe interação com quem visita o local. Lilian Maus espera que “quem visitar a exposição possa não apenas reparar no conjunto da obra como se lançar nesse ambiente de corpo e alma, criado especificamente para este espaço”.

Os trabalhos expostos estarão disponíveis para venda no local e no site: http://www.aura.art.br/exposicoes/o-jardim-sensivel.

Lilian Maus integra o grupo de artistas representados pela galeria Fita Tape (SP)

Neste ano de 2016 a galeria Fita Tape, um projeto iniciado por Lucas Ribeiro (Pexão) e que agora conta com a sócia belga Julie Dumont, voltou a ter um endereço fixo, desta vez na cidade de São Paulo. O novo e amplo espaço da galeria localiza-se na renovada Praça Roosevelt, dentro do centro cultural Estação Satyros, que também conta com uma sala de teatro. A relação com a praça, seu público, incluindo muitos skatistas, e com a dramaturgia enriquece o programa da galeria, que, além do interesse em linguagens visuais, já conta com pesquisas relacionadas a skate, performance e narrativa.

TRABALHOS DE LILIAN MAUS NA FITA TAPE:
https://www.flickr.com/photos/lilianmaus/albums/72157660881480397

N62, série Área de cultivo, 2016  Desenho sobre papel colado em tela (tinta óleo, acrílica, lápis de cor, pastel seco, e crayon sobre papel no bastidor) 215cm x 150cm

N62, série Área de cultivo, 2016
Desenho sobre papel colado em tela (tinta óleo, acrílica, lápis de cor, pastel seco, e crayon sobre papel no bastidor)
215cm x 150cm


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Neste novo momento, a Fita Tape também estabelece, pela primeira vez, uma relação de representação com artistas, iniciando os trabalhos com Lilian Maus, Gustavo Eandi, Luiza Gottschalk, Patricia Furlong e Sesper.
Mais informações:
https://www.facebook.com/GaleriaFitaTape/?fref=ts
http://fitatape.format.com/untitled-custom-page

Lilian Maus e Helen Rödel falam sobre o projeto adidas originals superstar na IDEAFIXA

Confira a entrevista sobre o projeto ‪#‎adidasoriginals‬ em que a artista Lilian Maus e a estilista Helen Rödel falam sobre o processo de parceria criativa realizada em 2015, com curadoria do Lucas Ribeiro.

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Celebrando o maior ícone da marca adidas – o Superstar, a marca reuniu 6 criativos brasileiros, representando São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, para desenvolverem projetos que influenciassem pessoas de forma positiva, estimando uma devolução positiva para cultura urbana ao redor das mesmas.

(…)

Lilian Maus vem dividida em três: como artista, pesquisadora e gestora cultural. Doutoranda em Poéticas Visuais, mestre em História, Teoria e Crítica da arte, Lilian foi convidada a juntar seu vasto repertório artístico com o crochê detalhista da estilista Helen Rödel. Para sua marca, Helen cria peças de roupas futurísticas que combinam em sua produção o design genuíno e tricô.

A ideia do projeto das duas era levar pessoas comuns a interagir e se aprofundar no mundo da moda e do processo criativo, desafiando o que é ser Superstar em todas essas áreas. Helen e Lilian criaram uma instalação onde 30 pessoas puderam interagir com diferentes materiais, formas e sensações e no final cada uma criou sua própria peça inspirada na Jaqueta Superstar.

Lilian: “Acho que a principal mensagem é para que as pessoas valorizem mais os pequenos gestos do cotidiano que às vezes podem parecer tão banais, como o vestir, o costurar, o tocar, o deitar, o respirar. Tudo isso pode atuar como uma ponte possível para o resgate do nosso mundo interior, trazendo um certo conforto.”

/No Útero da Linguagem/ foi construído como um abrigo para quem interagisse com a instalação. Todas as sensações proporcionadas por ela somadas aos sons do corpo – batimentos cardíacos, respiração, etc. -, criavam a atmosfera para o nascimento de outros 30 Superstars.

Apesar de longe apreciarem o trabalho uma da outra, as duas artistas não se conheciam pessoalmente antes da convocação da adidas. Apesar desse fato, segundo Lilian, combinar o universo da moda com o da arte contemporânea foi mais desafiador do que ter que somar sua arte com a de outra pessoa.

“Realizar parcerias criativas sempre é um desafio, ainda mais neste projeto que era bastante aberto inicialmente e que propunha colocar em relação dois campos diferentes.” Segundo a artista, o desafio das duas foi diferente dos do Rio de Janeiro e São Paulo, que se partiram de áreas únicas para trabalhar, no caso, o skate e a música respectivamente.

Apesar disso, as artistas contam ter descoberto muitos elos em comum em seus processos de criação. A paixão pelo resgate de materiais e processos manuais, que hoje entram em obsolescência, são exemplos.

Lilian: “Desde os anos 1960 a arte contemporânea vem entendendo a obra como processo e não apenas como um produto acabado, isso tudo, a meu ver, torna as experiências muito mais ricas e libertadoras. É legal ver a moda assimilando este discurso também.”

Lilian disse ainda que esse é um modo pelo qual ambas tentam escapar da lógica nociva e acelerada do mercado que busca o novo pelo novo.

Helen: “Meu trabalho só existe pois se põe como plataforma de livre expressão da minha criatividade.
Explorar e corporificar o passado, o presente e o futuro que estão em mim, de forma genuína, é minha oferta única. Entendo minhas criações como ferramentas de libertação para quem as vestir.”

Para Lilian, foi um duplo desafio sair da sua linha de entendimento para embarcar na linguagem do mundo da moda – já que não só Helen mas todos os consultores do projeto tinham ligação com o mundo fashion.

Lilian: ”Isso foi um grande desafio! Mas acho que, ao final, todo mundo aprendeu muito e conseguimos agregar nossas diferenças nessa experiência que se deu em estúdio.”

Segundo Helen, a liberdade aparentemente absoluta para criarem algo foi o que as colocou em estado de confusão.

“Nada nunca é tão livre na produção artística. Pudemos ressignificar o conceito de superstar com a dialética de um encontro. Mas era mais. E nos instigaram a querer mais e a colocar nossos objetos artísticos para ilustrar isso.”

Apesar das dificuldades, o pensamento feminino foi a matriz comum que engajou o ótimo casamento dos diálogos no projeto das artistas.

Helen: “Neste ponto encontramos conforto, pois já havia se construído um novo conceito com base na nossa fortuna.”

O pensar espiritual de Lilian foi complementado pelo pensar criativo de Helen, fundado em belas artes. Seu envolvimento com a roupa não se resume ao consumo descartável, ele se refere ao corpo com discurso de sensibilidade.

Helen: “Gosto de pensar que minhas roupas são ergonômicas e belas para adornar corpos, mas que como esculturas, também têm vida própria, dado que foram sonhadas e concebidas como estruturas plenas de pensamentos e sentires.”

A formação de duas linguagens em uma só aconteceu nos detalhes do trabalho das duas. As cores, as formas e as sensações que as artistas desenvolveram propuseram a experiência de criação individual para as 30 pessoas que experimentaram a fábrica de Superstars.

Helen: “Não há como experienciar a vida neste mundo, sem estar consigo, de forma franca e corajosa. Creio que o real Superstar seja aquele que se desbrava, se encara, reconhece o genuíno em si, ofertando-o ao mundo; e ofertar é uma ação que muito diz respeito aos nossos tempos.”

Lilian: “Na maior parte do tempo estamos tão centrados no que brilha lá fora que esquecemos de olhar para nossas obscuridades internas. Todo mundo tem as suas e quando a confrontamos costumam revelar-se uma potência para criação.”

A mensagem final de Helen e Lilian tenta subverter o conceito de Superstar e ressignificar o uso do tênis, que segundo Helen, transcendeu a fronteira do design de produto e tornou-se um objeto de humanidade. A proposta de adidas Originals Superstar colocou todos os envolvidos em contato com a verdade de que cada ser tem o extraordinário em si.

/no útero da linguagem/ experiência em estúdio, 2015. Instalação de Lilian Maus (tecido oxford e plush, fibra de silicone e letras plásticas), Porto Alegre. Trilha sonora: Giovani Bonin-Barbieri, Montagem: Alexandre Moreira, Costureira: Natália Trewiczenski, Foto: Biel Gomes OBS: Experiência em estúdio com 7 participantes que vestiam o manto produzido por Helen Rödel e, posteriormente, imergiam na instalação de Lilian Maus

/no útero da linguagem/ experiência em estúdio, 2015. Instalação de Lilian Maus (tecido oxford e plush, fibra de silicone e letras plásticas), Porto Alegre. Trilha sonora: Giovani Bonin-Barbieri, Montagem: Alexandre Moreira, Costureira: Natália Trewiczenski, Foto: Biel Gomes
OBS: Experiência em estúdio com 7 participantes que vestiam o manto produzido por Helen Rödel e, posteriormente, imergiam na instalação de Lilian Maus

adidas originals superstar: Lilian Maus + Helen Rödel

Celebrating the brand’s biggest icon – Superstar, Adidas brought together six creative minds from Brazil (who work in the cities of São Paulo, Rio de Janeiro and Porto Alegre,) with enough courage and influence in their areas to put themselves out there and develop projects that give something positive back to the people. The level of influence of these creative minds was not measured by the number of followers they had on social media, but instead by the amount of sweat shed by each one of them in trying to transform the culture around them.
Lilian Maus and Helen Rödel participated in an immersion in the form of an installation that brought together their work in a white studio, a throwback to the sneaker’s classic design.
The audience was invited to participate in the installation, which was divided into three parts: immersion, construction and confrontation, creating a dialogue between art and fashion.

Statement from Lilian Maus:
Lilian Maus:
“I developed the installation ‘/In the uterus of language/’ from the invitation to work with fashion designer Helen Rödel in this Adidas Originals’ project, which was produced by Slash/Slash and curated by Lucas Ribeiro (A.K.A. Pexão.) Helen and I had a dialogue that, like crocheting, was sewn slowly, through immersion, undoing, changing lines and passing over. The initial idea couldn’t have been more inviting: to knock down the idea of the ‘superstar’ that comes with the emblematic sneakers of the same name. It is from this undoing that comes the idea of a shelter for the body, composed of the black & white crocheted blanket created by Helen Rödel (which the audience can crochet as they please) and my installation ‘/In the uterus of language/’, in which the spectator-participant’s body is wrapped in white materials reminiscent of clouds that embrace you as a comfortable uterus would. Above all this is a dark sky in which letters explode in a constellation of words, connecting bodily and celestial landscapes. The immersive soundtrack is a partnership with Giovani Bonin-Barbieri, who combined different bodily sounds such as heartbeats, breathing, and uterine sounds together with sounds of space.”

adidas originals superstar: Lilian Maus + Helen Rödel

Celebrando o maior ícone da marca – o Superstar, a adidas reuniu esse ano 6 criativos brasileiros, atuantes em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, com coragem e influência naquilo que fazem para dar cara a tapa, desenvolvendo projetos que devolvam algo positivo para as pessoas. A influência desses criativos não foi medida pela quantidade de seguidores nas redes sociais, e sim pelos litros de suor derramados por cada um para transformar a cultura que os cercam.
Lilian Maus e Helen Rödel participaram de uma imersão a partir de uma instalação que uniu seus trabalhos em um estúdio todo branco, remetendo ao design do clássico tênis.
Diversas pessoas foram convidadas a participar da instalação que foi dividida em três partes: imersão, construção e confrontamento, criando um diálogo entre arte e moda.

Lilian Maus:

“Desenvolvi a instalação /No útero da linguagem/ a partir do convite para trabalhar, em parceria com a estilista Helen Rödel, para o projeto da adidas Originals, produzido pela Slash/Slash, com a curadoria de Lucas Ribeiro, (Pexão). Fomos, eu e a Helen, costurando uma conversa que, como um crochê, se alinhavou aos poucos, com imersão, momentos de desmanches, trocas de linhas e transpasses. A proposta inicial não poderia ser mais deliciosa: provocar um desmoronamento da ideia de ‘superstar’, trazido pelo emblemático tênis de mesmo nome da marca. E é desse gesto de desmanche que nasce a ideia de um abrigo para o corpo, composto pelo manto de crochê em preto e branco criado pela Helen Rödel (que pode ser tramado pelo usuário à sua maneira) e minha instalação /No útero da linguagem/, em que o corpo do espectador-participante é envolvido por tramas alvas que remetem às nuvens e abraçam-nos como um útero confortável. Tudo isso sob um céu negro em que letras explodem em uma constelação de palavras, colocando em relação paisagens do corpo e celeste. A trilha imersiva é uma parceria com Giovani Bonin-Barbieri, que mesclou diferentes sons do corpo, como batimentos cardíacos, respiração e sons do útero, com sons do espaço.”

foto_carolina_perrone Carolina Perrone  (Exposição realizada do Complex, Porto Alegre, 3/10/2015)

De 30 de julho a 16 de setembro Lilian Maus expõe obras no 21° Salão Anapolino de Arte, em Anápolis/GO

Lilian Maus está entre os 20 artistas selecionados no 21° Salão Anapolino de Arte, concurso nacional de artes visuais realizado na cidade de Anápolis/GO, com curadoria de Paulo Henrique Silva.

A mostra está em exibição de 30 de julho a 16 de setembro de 2015, visitação de segunda a sexta, das 8h às 18h, na Galeria Antônio Sibasolly.

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Júri de seleção:
Kamilla Nunes, Douglas Freitas e Divino Sobral

Júri de premiação:
Paulo Henrique Silva, curador do Salão, Aguinaldo Coelho, Cristiane Tejo e Celso Fioravante.

A artista exibe os trabalhos em desenho da série “Atlas Cosmográfico”.

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Lançamento do Catálogo Brasil, série de documentários de Marcos Ribeiro, em Porto Alegre – Santander Cultural

Quinta-feira, 23/4, haverá lançamento do Catálogo Brasil, no Santander Cultural, em Porto Alegre.
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Serão exibidos os documentários da série de Marcos Ribeiro, das 14h30 às 17h!

Marcos, com toda sua sensibilidade e acompanhado do belo olhar fotográfico de Tota Paiva, visitou ateliês de artistas do Rio Grande do Sul (Lilian Maus, em Osório; Frantz Soares, Guilherme Dable, Flávio Gonçalves e Fernanda Valadares, em Porto Alegre).

Roger Lerina e Antonio Saraiva participam do debate.

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Exposição individual Área de Cultivo, de 31/03/2015 a 30/04/2015

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(Photo by Fábio Alt)

A exposição reúne trabalhos da série “Área de Cultivo”, que vem acompanhando os 10 anos de carreira de Lilian Maus. Na mostra são apresentados desenhos e também livros de artistas que deram origem à série. O evento marca o pré-lançamento do projeto AURA , gerido por Bruna Baillune e Talitha Motter, que estabelece parceria com a artista.

Uma das ideias da plataforma AURA é ocupar lugares não institucionalizados na cidade para realização de propostas artísticas. Nada melhor do que começar pela própria casa (transformada na galeria temporária Jubiá), que sedia também a empresa AURA.

Visitas podem ser agendadas até 30/04/2015, pelo email talitha@aura.art.br

Sobre a exposição:

O transcurso do tempo é intermediário da relação, presente na espera da artista pela evaporação da água, no deixar o movimento desse líquido criar caminhos sobre a folha até que a mancha de pigmento se assente, até que a cor venha a trazer outra intervenção da artista no papel. Na superfície, os caminhos vão
germinando de modo a constituir tramas orgânicas, o conjunto de obras torna-se um jardim, como coloca Lilian. Um jardim que está em constante transformação, sempre aumentando, hoje a artista já tem mais de cinquenta desenhos na série. O cultivo que se dá nas folhas de papel, enredando experiências, conecta-se com o local da exposição, uma residência que se torna galeria pela inserção dos trabalhos. Ambos os lugares, o da folha de papel e o da casa, estão abertos para a impressão de memórias, de múltiplas sensações. E nesse cruzamento estabelecido na Galeria Jubiá, tais lugares são tocados pela mesma força criativa.

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